domingo, 28 de dezembro de 2008

Desalento


Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim

Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos

Chico Buarque e Vinicius de Moraes

Analfabetos do amor - Nelson Rodrigues


1. Amigos, temos uma vastíssima experiência amorosa. A história do coração humano começou, precisamente, em Adão e Eva. Era o primeiro casal de terra e com uma vantagem considerável: - Não tinha parentes, não tinha vizinhos, não tinha fornecedores. Alguém poderia objetar (talvez com razão) que a serpente fazia as vezes de sogra, de cunhada, de amiga etc.

2. Mas o que eu queria dizer é o óbvio ululante, ou seja: - Com Adão e Eva houve o primeiro flerte, o primeiro namoro, o primeiro casamento. Eu ia acrescentar - e a primeira infidelidade. Mas trair com quem? Quero crer que Eva foi, talvez contrafeita, uma mulher rigorosamente fiel. Eu imagino o que teria sido, num confortável paraíso, a noite de núpcias do primeiro casal.

3. Pois bem. Isso ocorreu há muito tempo. Eu vos digo: essa experiência amorosa, que vem através dos milênios, não nos adianta de nada, nem nos abriu os olhos. O homem, que sabe de tudo, nada sabe de amor. Eu diria, se me permitem, que em amor o homem é tão analfabeto como um pássaro. Ou melhor: o pássaro tem, a seu favor, a vantagem do instinto puro, livre e clarividente. Ao passo que cada um de nós carrega, nas costas, não sei quantos preconceitos, não sei quantos equívocos. Eis a verdade: Falta-nos a espontaneidade de uma cambaxirra. E vou mais longe - o nosso amor é triste.

4. Olhem em torno. Vejam os namorados que conhecemos. Eles amam sem alegria, sim, todo o mundo ama sem alegria. Essa tristeza, inerente ao sentimento amoroso, decorre de que não sabemos amar. O homem mais sensível e lúcido é, diante do ser amado, um incerto ou, pior do que isso, um inepto. Ele não sabe o que dizer, o que fazer, o que pensar. O que nós chamamos "romance" é a soma de erros, de equívocos engraçadíssimos. Vejam: - não encontramos palavra justa, exata, perfeita; não nos ocorre o galanteio que o ser amado desejaria escutar.

5. E, no entanto, a partir de Adão e Eva, o homem já teve bastante tempo para aprender como gostar, como amar. O amor exige, entre dois seres, uma linguagem própria, um idioma específico. Mas não usamos essa linguagem ou parecemos não entender esse idioma. As pessoas que menos entendem - como se falassem línguas diferentes - são as que se amam. Dir-se-ia que o amor, em vez de unir, separa. Cabe então a pergunta - por quê? É simples. Porque amamos errado, porque não sabemos amar.

6. A rigor, o momento mais doce do amor é o flerte. O flerte não dilacera, não envenena. Um simples olhar, de uma luz mais viva; um sorriso leve é quanto basta para que dois seres experimentem a esperança de uma comunhão docemente infinita. Mas o flerte - eu prefiro o flerte à paquera - o flerte é, normalmente, uma promessa que não se cumpre. Pois, em seguida, o namoro abre uma fase de perspectivas inquietantes. Fala-se em 'briga de namorados', tão comum e, eu diria mesmo, obrigatória. Mas não são os pequeninos atritos que marcam e vão, pouco a pouco, ferindo e destruindo o sentimento amoroso.

7. Se o homem soubesse amar não elevaria a voz nunca, jamais discutiria, jamais faria sofrer. Mas ele ainda não aprendeu nada. Dir-se-ia que cada amor é o primeiro e que os amorosos dos nossos dias são tão ingênuos, inexperientes, ineptos, como Adão e Eva. Ninguém, absolutamente, sabe amar. D. Juan havia de ser tão cândido como um namoradinho de subúrbio. Amigos, o amor é um eterno recomeçar. Cada novo amor é como se fosse o primeiro e o último. E é por isso que o homem há de sofrer sempre até o fim do mundo - porque sempre há de amar errado.

Brejo da cruz


A novidade
Que tem no Brejo da Cruz
É a criançada
Se alimentar de luz
Alucinados
Meninos ficando azuis
E desencarnando
Lá no Brejo da Cruz
Eletrizados
Cruzam os céus do Brasil
Na rodoviária
Assumem formas mil
Uns vendem fumo
Tem uns que viram Jesus
Muito sanfoneiro
Cego tocando blues (e hip hop também)
Uns têm saudade
E dançam maracatus
Uns atiram pedra
Outros passeiam nus
Mas há milhões desses seres
Que se disfarçam tão bem
Que ninguém pergunta
De onde essa gente vem
São jardineiros
Guardas-noturnos, casais
São passageiros
Bombeiros e babás
Já nem se lembram
Que existe um Brejo da Cruz
Que eram crianças
E que comiam luz
São faxineiros
Balançam nas construções
São bilheteiras
Boleiros, baleiros
Chincheiros e ladrões e garçons
Já nem se lembram
Que existe um Brejo da Cruz
Que eram crianças
E que comiam luz

Chico Buarque

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Felicidades...


Esta noite, independente de credo e crenças, desejo a todos uma noite de muita paz e alegria.

E que as pessoas saibam que precisamos viver em harmonia todos os dias do ano e não apenas nas em datas especificas, sejamos sinceros. E não pense que em uma noite você será capaz de fazer o que não fez em um ano inteiro.

Boas festas a todos!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A um passarinho


Para que vieste
Na minha janela
Meter o nariz?

Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Ando tão feliz!

Se é para uma prosa
Não sou Anchieta
Nem venho de Assis

Deixe-te de histórias
Some-te daqui.

Vinícius de Morais

Todo Azul Do Mar


Foi assim, como ver o mar
A primeira vez que os meus olhos se viram no seu olhar
Não tive a intenção de me apaixonar
Mera distração e já era momento de se gostar

Quando eu dei por mim nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu dentro do seu olhar
Quando eu mergulhei no azul do mar
Sabia que era amor e vinha pra ficar

Daria prá pintar todo azul do céu
Dava prá encher o universo da vida que eu quis prá mim

Tudo que eu fiz foi me confessar
Escravo do teu amor, livre para amar
Quando eu mergulhei fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul, de todo azul do mar

Foi assim, como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul, todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar
Foi quando eu mergulhei no azul do mar

Flávio Venturini E Ronaldo Bastos

Abelhas e cocaína



Artigo sobre um estudo australiano que testou o comportamento de abelhas sobre o efeito de cocaína.

Leia mais!

Muito interessante!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sou eu


Sou devoto das minhas mentiras
e estou sempre duvidando da minhas maiores verdades
Na vida tornei-me artista
e sempre estou pintando minhas vaidades
As vezes saio da linha e erro o contorno,
porém com um simples borrão estou de volta no jogo
Amo tudo e todos a todo segundo
e a cada minuto descubro que o amor é um absurdo
Tem momentos que sozinho sou rei
em outros cercado de gente não percebo ninguém
Prefiro dar risada até quando sinto dor
mesmo não sendo um riso sincero
a não ser que existam risos de dor
Corro para não ficar para trás
e penso que correndo deixo no asfalto
tudo que não quero mais
Faço chacota das minhas derrotas
e hoje já entendo a razão das minhas vitórias
Para meus amigos me faço palhaço
apenas para reter a atenção
talvez seja eu um simples Narciso
ou quem sabe uma mera confusão
Para algumas pessoas sou herói
para outras algo bem pior que vilão
Assim sigo sem saber o que virá
sem saber se caso venha, se ficará
e muito menos quanto tempo irá durar.

Wilian Jañez

Querer


Não me queira
como te quero
ou como querem
os que sabem amar
Me queira como quiseres,
pois do desejo de querer
nasce a razão de amar.

Wilian Jañez

Camões

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões (1524-1580)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Explode Coração


Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar e eu não quero mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar

Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar
E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã

Nascendo, rompendo, tomando, rasgando, meu corpo e então eu
Chorando, sorrindo, sofrendo, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança
Eu quero o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar, explode coração...

Gonzaguinha

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Arte de Chaplin

O Canal Futura exibirá sábado dia 20 deste mês as 18:30, um documentário sobre a vida de Chaplin, de seu nascimento até sua morte em 1977. Recomendo!

Foto - Prêmio Unicef 2008

Foto de Alice Smeets, vencedora do prêmio Unicef em 2008.
A imagem mostra menina em favela de Porto Príncipe em julho de 2007.


Foto de Oded Balilty, mostra sobreviventes de terremoto em Mianzhu, na província chinesa de Sichuan. Esta foto ficou em segundo lugar no concurso.

Força estranha


Força estranha
como essa nunca vi
Dilata quando aumenta
a distância de ti
Força que rouba a voz,
me aperta o peito
e posta em minha garganta
um nó feito de fio de saudade
Lhe daria todo amor do mundo,
se o mundo fosse todo meu
Hoje te ofereço apenas
os sentimentos que cabem em mim,
não te ofereço nem mais nem menos
do que eu posso te dar
Te dedico todo amor
que couber em meu corpo,
desde que, assim como um anjo,
também sinta vontade de amar.

Wilian Jañez
Montes Claros - MG
11/12/08 - 11:00

Olhos teus


Ai! Que saudade meu amor,
dos olhos teus.
Fico triste ao lembrar
que hoje brilham
e vivem longe dos meus.
Saudade sinto do teu riso
e da alegria que me bate
quando chego e vejo você.
É uma saudade tamanha
que as vezes penso que não vou viver.
E que falta faz os olhos teus
que de pertinho se agigantam
quando encontram os olhos meus.
E os meus olhos viram tempestade
quando procuram e não encontram os teus.
Ai! Que saudade meu amor,
dos olhos teus.

Wilian Jañez
Montes Claros - MG
08/12/08

Gal e eu


Ela se arrumou lindamente,
como de costume constatando o óbvio,
e saiu, fiquei só!
Gal chegou,
me pôs um copo... Whisky!
Me acendeu um cigarro
e depois cantou,
cantou
e cantou...
Mas quando dei por mim,
não era Gal,
não era vício,
não estava ela.
Era penas tudo,
nada e eu, sozinho!
E eu.
Eu...

Wilian Jañez
Montes Claros - MG
11/12/08 - 14:00

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Interessante...


Conta-se que quando os portugueses chegaram a terra que hoje conhecemos por Brasil, os índios viam a superfície do mar mexer e se atiçar, porém não enxergavam as naus, pois as naus eram algo que suas mentes ainda não conheciam. Os estudiosos do cérebro humano explicam que devido ao fato de que as coisas que enxergamos são interpretações feitas pelo nosso cérebro, o cérebro possui certa dificuldade de interpretar visões antes nunca vistas.

Em Montes Claros senti isso na pele, na cidade existem vários lagartos, com tamanho de uns 20 cm no máximo, que seria o que para nos, aqui em São Paulo, são os pombos, esses animais tem uma enorme freqüência, porém eu nunca havia os visto. Após uns dois dias estando lá, via um ou dois e no dia de ir embora via de 4 a 5 bichos, foi ai que lembrei da história dos índios e das naus, foi interessante perceber na prática como isso faz sentido...

Tempo...


"Fora de nos tudo é matéria, tudo sofre ação do tempo, mas do lado de dentro as coisas só envelhecem se deixarmos o tempo preencher o espaço que antes era de nossos melhores sentimentos."

Wilian Jañez

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Felicidade é contagiosa

Cientistas norte-americanos analisaram durante décadas as relações entre cerca de cinco mil pessoas e descobriram que a felicidade se espalha por meio de familiares, amigos e vizinhos.

Conhecer alguém feliz aumenta em 15,3% as chances de uma pessoa ser feliz. E mais: um amigo feliz de um amigo seu pode deixar você 9,8% mais perto da felicidade, enquanto o amigo feliz da irmã do seu vizinho aumenta as mesmas chances em 5.6%.

Os cientistas afirmam que aqueles que se consideram felizes têm mais chances de viver mais tempo, mesmo que tenham uma doença crônica, e concluíram que, em muitos aspectos, a felicidade é como uma doença contagiosa. A pesquisa segue a tendência em ascensão de considerar a felicidade das pessoas uma questão de saúde pública.

VOLTEI!!!

Estou de volta!

Foi ótimo conhecer Montes Claros, cidade do norte de Minas Gerais, a cidade em si não possui nada de especial, porém seu trunfo são as pessoas. Maravilhosas e muito alegres, em uma semana atingi um nível de afinidade enorme com elas. Voltei para minha São Paulo, fria e com seus tons de cinza, porém não menos bonita que qualquer outra cidade, mas deixei um pedaço enorme de mim em Montes Claros.

A parte mais angustiante da volta, foi pegar a estrada, olhar aquela cidade sumindo no retrovissor do carro e saber que não sei quando verei aquelas pessoas novamente, me pôs um nó na garganta que custou a desatar.

O mais breve possível pretendo voltar para lá.

Prometo novas postagens nas ultimas horas, tive alguns inspirações estando por lá e vou compartilhar com vocês.

Até breve!

sábado, 6 de dezembro de 2008

A Viajem...


Olá amigos e amigas... Quero comunicar que em algumas horas partirei para Montes Claros - MG, tentarei dar notícias de lá, porém não garanto. Notarão que postarei menos por esses dias em que estarei fisicamente ausente da minha São Paulo. Prometo voltar com novas inspirações, novos conhecimentos, novos amigos, porém o mesmo amor, desde que estou satisfeito com quem carrego no peito e hoje já sinto saudade... (risos).

Um beijo a todos e aguardem meu retorno!

Até mais ver...

As sem razões do amor


Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Soneto de Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Morais

Filme - Cidade dos Anjos


Acabo de assistir esse filme, sim! Eu sei! O Filme é antigo (risos), porém apenas hoje o assisti. O filme não tem nada de extraordinário, porém o recomendo.

O filme me fez pensar sobre saudade. Seth, personagem interpretado por Nicolas Cage, era um anjo que se apaixonou por Maggie, interpretada por Meg Ryan. Seth passou a desejar tornar-se humano, para poder vingar sua paixão, queria sentir o que sentimos, após obter sucesso no que almejava, Maggie sofre um acidente e morre, nesse momento Seth sente o que na verdade não desejava sentir.

Penso que existem dois tipos de saudade, existe a saudade que nos arremete a alegria e a esperança, por saber que em algum momento vamos encontrar a pessoa que nos faz falta. E existe uma segunda saudade, mais dura e negra, que é a saudade concedida pela morte, amarga, esse saudade nos faz sentir apenas dor, não temos esperança de nada, pois sabemos que acabou, não sentimos alegria em pensar que em algum momento aquela pessoa irá surgir, pois aquela pessoa se foi.

No momento em que Maggie morre, Seth sente a segunda saudade e nesse momento, ele que tanto desejava sentir, atinge o alge dos sentimentos humanos, nesse momento ele sente a dor da morte.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Desejo...


"No homem, o desejo gera o amor.
Na mulher, o amor gera o desejo."


Jonathan Swift

Calma


Tão doce quanto fera,
tu é assim!
Com calma e sem presa
foi me tomando
e quando percebi... tarde!
não me encontrava... em mim.

Estás em meus sentidos!
Não esqueço teu cheiro,
ainda sinto teu gosto... doce!
Quando me atiço
é o som da sua voz
que me acalma... calma!
Tua pele,
sinto como fosse parte de mim
e teu rosto não me foge,
nem quando fujo de ti.

A cada manhã,
se fortalece a confusa certeza
do que sinto por ti.
Apaixonado pela tua beleza,
sem você não tenho pra onde ir.

Wilian Jañez

Luxúria


Dobro os joelhos
Quando você, me pega
Me amassa, me quebra
Me usa demais...

Perco as rédeas
Quando você
Demora, devora, implora
E sempre por mais...

Eu sou navalha
Cortando na carne
Eu sou a boca
Que a língua invade
Sou o desejo
Maldito e bendito
Profano e covarde...

Desfaça assim de mim
Que eu gosto e desgosto
Me dobro, nem lhe cobro
Rapaz!
Ordene, não peça
Muito me interessa
A sua potência
Seu calibre, seu gás...

Sou o encaixe
O lacre violado
E tantas pernas
Por todos os lados
Eu sou o preço
Cobrado e bem pago
Eu sou
Um pecado capital...

Eu quero é derrapar
Nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Quero beber, o que dele
Escorre pela pele
E nunca mais esfriar
Minha febre...

Isabella Taviani

Sem urgência


O governo lançou um plano de mudanças climáticas com algumas metas, porem sem urgência. REPITO sem urgência.

Leia mais!

Eu concordo com o governo, não sei o por que de tanto alarde, as questões ambientais não é algo que necessite de tanta urgência, o que esta acontecendo em Santa Catarina, por exemplo, é apenas castigo divino, não tem associação alguma com as os distúrbios climáticos do planeta.