segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cinema - CAPITÃES DA AREIA


Em novembro estreia pela rede Cinemark, o Filme Capitães da Areia baseado no romance de Jorge Amado.

Aguardo ansioso, pois foi após ler este livro que adquiri gosto pela leitura e a muito tempo procurava um filme gravado a muito tempo baseado no livro, nunca encontrei e agora vou poder assistir este novo filme.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Silêncio

  São paulo é uma cidade tão agitada e barulhenta que as vezes quando, sei lá porque, aquele misto de sons misturados (pneu rolando o asfalto, buzinas, vozes, gritos, motores parando, funcionando, acelerando, alguma coisa tombando, porta batendo, janela fechando, alarmes, cão latindo...) para um minuto, saio do transe em que vivo e estranho o silêncio, fico me perguntando o que poderia ter acontecido para a cidade estar nesse silêncio, fico incomodado, não tenho intimidade com essa situação, fico pensando...

  O silêncio insiste começo a aceitá-lo e começa a me dar uma sensação boa, uma tranquilidade e começo a notar que o que percebo não é silêncio, concluo que aqui não há silêncio, silêncio jamais, mesmo que seja tarde da noite... Noto que o que ouço agora são barulhos mais suaves, que não são capazes de se enquadrar no misto de sons e acabam não sendo percebidos, pena que são esses os barulhos mais bonitos, mais gostosos, posso ouvir as pombas armando o vôo, suas assas batendo o ar, o vento, as folhas chacoalhando, não ouço canto de pássaros, creio que não seja a época...

  Sigo me sentindo diferente, uma sensação boa de algo novo, incomum e agradável, o som mais calmo que nesse momento tem a cidade faz com que as pessoas próximas a mim falem mais baixo, com mais calma e mais tranquilas, isso acalma o ambiente... Até que ouço a freada seca, o motorista xinga, o outro grita, o carro de trás acelera para passar, o cão reage a confusão, alguém buzina, o vizinho da frente bate a porta, fecha a janela, as pessoas aqui dentro começam a falar mais alto para serem ouvidas... Assim a paz é interrompida e eu volto ao transe mais uma vez, sem ao menos lembrar que existe silêncio e a falta que ele faz.

O Rappa - Ao Vivo




Estou ouvindo o O Rappa - Ao Vivo, recomendo BOM PRA CARVALHO!!!

"Depois de se reinventarem enquanto banda e renovarem o formato acústico e percorrem todos os quatro cantos do país com a música mais criativa e engajada que já se viu, O Rappa está de volta… Em CD e DVD - O Rappa Ao Vivo. É um show memorável num cenário inusitado, a maior favela do país: A Rocinha Lajes repletas de gente, de verdade e dignidade. A emoção no último grito, de todos os cantos, gerando um "coro-missa" que há muito tempo não se via." (Descrição da Loja Virtual Saraiva)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Perdôo



Perdôo todas as horas que tarde da noite
você acorda e rola na cama procurando por mim
Todas as vezes que aos gritos me manda sair
depois chora e pede pra eu não partir

Perdôo todos os dias que diz me amar
sem ao menos saber o que quer de mim
Todas as vezes que me procura
depois vai embora sem ao menos olhar pra mim

Perdôo todas as madrugadas que me liga
dizendo que não é mulher se não estou em ti
Depois me confunde e me magoa
quando diz que não mais te faço sorrir

Perdôo todas as horas que diz precisar de mim
e em seguida age como se eu não estivesse aqui
Todas as vezes que me olha e me beija
depois diz que nunca me quis assim

Perdôo todas as vezes que diz estar mais viva
depois me nega e afirma que prefere viver sem mim
Todas as vezes que disse ser eu tua maior loucura
depois afirma não querer mais viver assim

Perdôo todas as vezes que pede meu perdão
depois me dá mil motivos para nunca te perdoar, assim...

Wilian Jañez


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mário Quintana


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo:

Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Frase de Adélia Prado

“Eu não quero a faca e o queijo,
eu quero a fome”

Por Adélia Prado


Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Com licença poética